terça-feira, 24 de agosto de 2010

Felicidade e pedras.

Certo dia, alguém me perguntou o que era felicidade pra mim
Uns dias antes, me deram uma pedrinha minúscula.

Sobre a felicidade, eu fiquei quieta, e pra estranheza geral da coisa : a pessoa me disse que a resposta estava certa.

é interessante uma resposta em silêncio estar certa, mas vejamos a teoria sobre felicidade : tudo o que causa prazer?
é estranho.

podemos perguntar a mil pessoas e certamente vamos ter as mais diversas respostas, então logo todas estão certas, porque é uma pergunta pessoal, agora pare e pense : o que é a felicidade?

ninguém vai saber se não experimentar e essa é a magia toda da coisa, só você pode se fazer feliz, a felicidade é sua e está dentro de você, o material, só serve pra alguns estímulos pequenos, mas a verdadeira felicidade você só pode encontrar dentro de você mesmo, porque ela sempre vai residir em você.

eu sei que eu estou escrevendo um momento reflexão que todo mundo vai dizer que é inútil, mas to só compartilhando.

Sobre a pedra , a pessoa que me deu me disse que a partir do dia que eu conhecesse as pedras, eu conheceria o mundo e todos os seres com que eu teria que lidar um dia. E me desculpem, eu ainda não fui capaz de tal proeza, mas se conhecermos e refletirmos, analisando cada pedra de nossas vidas, talvez poderemos achar soluções melhores para tirá-las dos caminhos ou contornarmos elas.

pode não bastar ser feliz por cinco segundos, mas dez minutos ou dez dias de tristeza não te impedem de sorrir vagamente pra si mesmo e te dar alguma esperança pode trazer alguma felicidade de volta, nós não nascemos para sermos jogados às traças, e nem para sermos condenados, muito menos nascemos para sermos iguais em todos os aspectos, e eis a grandeza de uma felicidade, pra uns é um carro zero, pra outros é uma criança sorrindo, ela é tão diversa e ampla que faz de nós grandes viventes....

Não importa quantos problemas tenhamos ao longo de um dia, se ao deitarmos no travesseiro tivemos um unico motivo pra sorrir e dizer que a vida vale a pena.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A primeira vez que parei pra olhar ao redor.

Não, eu não estou com vontade de conversar, só quero falar no exato momento, então nesse exato momento você só vai ouvir, e refletir sobre o que eu digo; passo boa parte da minha vida vendo as pessoas reclamando, discutindo, choramingando por dinheiro, batendo o pé por uma roupa de marca, trabalhando feito condenadas e fingindo pra todo mundo que está bem, aí quando elas confiam em alguém vem aquela cachoeira de choro sentimental e blábláblá. Quem inventou que eu tenho que estar feliz todos os dias? Não responda, você vai dizer a mesma coisa que todos já me disseram, que eu tenho todo o direito e tralalalá, mas o engraçado é que você tem tanto direito de estar assim que alheios te criticam sem nem ao menos se por no seu lugar, ridículo? Não! É real. Qual foi a primeira coisa que você disse quando acordou hoje? Tenho certeza que não foi bom dia mundo, podem ter sido N coisas, de qualquer forma, eu não quero saber, de todas as formas, ninguém quer saber realmente como vai você, perguntamos tudo bem por um velho hábito de educação completamente sínico, falso e inútil, sim , você acabou de ler, somos todos falsos, e mal temos tempo pra olhar para o nosso próprio espelho, temos ouvido seletivo, e engolimos sapo atrás de sapo com lagoa e tudo pra manter a “imagem” pública, um caráter aparente pra manter um status idiota que não vamos levar pra sete palmos debaixo da casa.
Você vale só uma imagem? Do que você é capaz?
Não, eu não quero que você me responda. Eu quero que você crie vergonha na cara e aprenda que todos os seus dias você não vive pra te olharem, você vive pra si mesmo e pra fazer sua parte. Você deve viver, se fosse só pra existir então todos assinemos uma lista e botaremos ao lado que passamos ali, depois pularemos todos de uma ponte ou tomaremos veneno, ou então nos mataremos como todos os dias, mas de uma forma mais rápida, que tal? Nós deixamos nossa vida valer tão pouco que passamos os dias com medo de morrer.
O medo não é de morrer, o medo é de descobrir que não vivemos decente, sincera e intensamente um único dia da nossa existência na passagem desse século.